24 de Outubro de 2025
8 min. de leitura
Redigido por Juliana Pravatta
Especialista em Investimentos
O cenário econômico mundial vive um momento de incertezas. A dívida pública dos Estados Unidos alcançou níveis históricos, comparáveis apenas aos da Segunda Guerra Mundial, e o dólar perdeu força. Diante desse contexto, investidores do mundo inteiro estão buscando alternativas em mercados mais estáveis e com fundamentos sólidos, e o Brasil está entre os destaques.
Brasil na Contramão do Mundo
Enquanto grandes economias reduzem taxas de juros para evitar estagnação, o Brasil mantém a Selic em patamar elevado. Isso fortalece o real, ajuda a controlar a inflação e, de quebra, atrai capital estrangeiro.
Outros fatores reforçam essa posição:
O país tem baixa dependência tarifária em relação aos EUA;
A relação com a China segue forte, principalmente no agronegócio, que continua sendo o motor da economia.
Economia Real Mostra Força
Além do ambiente externo favorável, os números internos também são positivos:
Menor taxa de desemprego desde 2008;
Aumento da renda das famílias;
Mercado imobiliário com performance sólida, sustentado por crédito acessível e alta demanda por locação.
Mesmo com a Selic alta, o setor imobiliário se mostra resiliente, e tudo indica que a tendência deve se intensificar nos próximos anos.
Projeção: Janela de Oportunidade
As estimativas apontam para uma Selic de 11,75% em 2026. Já 2027 deve marcar um novo ciclo de ajustes fiscais, com potencial de valorização dos ativos reais — assim como aconteceu em 2016, quando o mercado imobiliário viveu um boom.
Segundo o Banco Central, o Brasil ainda tem espaço para dobrar o volume de crédito imobiliário, o que abre caminho para uma nova onda de valorização de imóveis residenciais e comerciais.
Short Stay: A Transformação do Mercado
Enquanto a hotelaria tradicional ainda opera em modelo rígido, o Short Stay vem revolucionando a forma de hospedar. Com base em tecnologia, flexibilidade e experiência do usuário, esse modelo já movimenta US$ 100 bilhões no mundo — sendo US$ 25 bilhões apenas no Brasil, que ocupa a 5ª posição global.
Em São Paulo, são cerca de 30 mil apartamentos operando em formato Short Stay, número que cresce rapidamente e que já concorre de frente com os 40 mil da hotelaria tradicional.
Esse movimento tem atraído diferentes perfis de usuários: divorciados, estudantes, nômades digitais, profissionais em trânsito e comunidades LGBTQIAPN+ e PCD.
Perspectiva de Crescimento
Mesmo com juros elevados, a demanda segue como principal motor do mercado. Em muitos casos, os retornos superam o CDI, mostrando que o setor imobiliário continua competitivo.
Além disso, novas frentes, como Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP), estão ganhando espaço. Apesar de possíveis ajustes regulatórios, esses ativos apresentam alta absorção e bons retornos, contribuindo para a maturidade do setor.
Conclusão: Em meio às incertezas globais, o Brasil mostra resiliência e oportunidade!
Se o cenário global é de incerteza, o Brasil desponta como destino estratégico para investidores. Entre os setores mais promissores, dois se destacam: o agronegócio e o imobiliário.
O recado é claro: o futuro do investimento está em ativos compactos, conectados e rentáveis.


